Esse blog é destinado aos interessados em leitura, cultura e educação que queiram, livre e criativamente, debater e apresentar suas idéias
posts recentes

Jogando a criança...parte...

Jogando a criança... Part...

Jogando a criança fora co...

O erro de Descartes. Erro...

A culpa é das briófitas

Até tu, Paulo Coelho?

CULTURA SOBRE BIBLIOTECA ...

Por uma vida melhor II - ...

Por uma vida melhor

O espírito da letra

posts anteriores

Dezembro 2011

Novembro 2011

Setembro 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Agosto 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Junho 2008

Maio 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Domingo, 17 de Janeiro de 2010
A EDUCAÇÃO PÓS-TWITTER

Artigo  
Data: 16/01/2010
Veículo: O GLOBO
Editoria: OPINIÃO
Assunto Educação
 

DILVO RISTOFF

 

 

"O Twitter é uma rudimentar rede de conexão social", disse Biz Stone, em novembro último, em Doha. Há, segundo ele, muito a fazer para tirar proveito dos 4,4 bilhões de telefones celulares e de 1 bilhão de contas de internet espalhados pelo planeta.

 

O criador do Twitter esteve com Sugata Mitra, o autor de "A hole in the wall" - que instalou computadores nas ruas de cidades para onde bons professores não querem ir. Queria ver o que aconteceria com as crianças! Para a sua surpresa, em três meses, sozinhas, elas aprenderam a usar o computador e, como todos nós, a exigir um processador mais veloz. Sem qualquer ajuda, as crianças aprenderam 30% dos conteúdos de genética disponibilizados e, com o auxílio de um tutor, superaram os estudantes das melhores escolas da Índia.

 

Mitra argumenta que hoje importa menos quem você conhece e mais se você está ou não linkado. Estamos em uma nova era: o usuário linkado questiona, e não raro com razão, as recomendações do médico, a originalidade do artista, o conhecimento do professor.

 

O acesso fácil à informação gerou a era do espanto, da instabilidade de doutores, mestres e pseudoespecialistas! Não sabe? Não pergunte ao professor! Pergunte à inteligência democrática: pergunte ao google! Para que esta inteligência democrática possa ganhar escala e servir à humanidade, a Escola precisa tornar a inclusão digital a sua palavra de ordem. Para isso, terá que conviver com a aprendizagem auto-organizada e lidar com tecnologias que tolerem múltiplas trajetórias pedagógicas.

 

Ou seja, a educação terá que ter compromisso inarredável com a inovação! O que Biz Stone e Mitra propõem é um futuro que não mais replicará o presente e que trará à tona milhões de talentos que serão colocados a serviço da vida, com novas oportunidades para todos! Estará o Brasil em condições de preparar os jovens para as demandas de adaptabilidade que se apresentam? A julgar pela resistência que as novas tecnologias encontram em nossas universidades, temo que continuaremos a educar para o passado, imaginando que ele funcionará no futuro. Não funcionará! A menos que aceitemos que se frustrem as nossas esperanças de construir um país avançado nas artes e nas ciências, é urgente que professores sejam expostos a um agressivo choque de novas tecnologias, antes que caiam em descrédito pela sua incapacidade de educar para os novos tempos. Mais do que nunca, dependemos de políticas comprometidas com a interconectividade e com o futuro.

 

 

DILVO RISTOFF é reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul.



postado por Sheila G Soares às 20:02
link do post | seu comentário | adicionar aos favoritos

Quem sou eu
pesquise neste blog
 
Dezembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
28
30
31


tags

todas as tags

links relacionados
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds