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Terça-feira, 12 de Maio de 2009
D.H.LAWRENCE final

É claro que não precisamos concordar com Lawrence quanto à releitura de livros. Muita vezes acontece uma releitura na qual aquele livro que foi o máximo para você em certa época, até é capaz de decepcionar. Não por um problema de qualidade, mas de identificação, de sintonia com o seu momento, enfim... Daí pensarmos em parâmetros de qualidade, mas é se esperar muito de um leitor comum. Porém para o profissional do livro, e aí incluem-se críticos, editores,  professores, livreiros e bibliotecários que necessitam de ferramentas de avaliação do livro por diferentes razões.

Na minha biblioteca ousei categorizar autores, um difícil caminho, mas que por outro lado obriga o profissional a estar atento a vários aspectos que envolvem uma obra. Como já falei, a temporalidade, o selo pelo qual é editada, o currículo do autor. Muitas vezes há o autor "de Academia", (com exceção do Prêmio Nobel) que significa que ele tem prestígio,o que não significa necessariamente excelência. O critério acadêmico pode ser político, ou em razão só da repercussão de vendas. Como um bibliotecário, sem ser um crítico, pode dizer se este ou outro autor é notável ou não? Passado o teste da temporalidade, pode-se verificar a abrangência de sua obra a nível nacional e internacional, traduções em várias línguas, pr~emios importantes, consultando-se boas obras especializadas ou mesmo fontes confiáveis da Internet. Quase sempre, há exceções, mas a maior parte com esses destaques, vai frequentar a estante de "notáveis". Por que não juntá-los todos em uma categoria única de literatura? Isso tem sido feito tradicionalmente, mas demarcá-los em um endereço próprio, distinguindo-os, leva a seguinte questão: por que esses escritores se distinguem? Aí retomando Lawrence, por que optamos por não diferenciar uma literatura fácil daquela que nos deixa sequelas no pensamento por toda a vida,e colocá-las no mesmo balaio? É a pergunta que repasso principalmente aos colegas.



postado por Sheila G Soares às 22:47
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