Esse blog é destinado aos interessados em leitura, cultura e educação que queiram, livre e criativamente, debater e apresentar suas idéias
posts recentes

Jogando a criança...parte...

Jogando a criança... Part...

Jogando a criança fora co...

O erro de Descartes. Erro...

A culpa é das briófitas

Até tu, Paulo Coelho?

CULTURA SOBRE BIBLIOTECA ...

Por uma vida melhor II - ...

Por uma vida melhor

O espírito da letra

posts anteriores

Dezembro 2011

Novembro 2011

Setembro 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Agosto 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Junho 2008

Maio 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
Desescolarizar a leitura (I)

Desescolarizar a leitura,como assim? – Perguntarão,e com razão,  leitores, professores e  interessados.  Como, se a  relação da escola com a leitura é a mais próxima  e constante entre todos os seus agentes.  Isso significa não ler ?

Como ficarão jovens e crianças sem a obrigação de ler? 

Vamos por partes. Ninguém “deixará de ler” , nem os livros serão “varridos” do cotidiano das crianças. Pelo contrário, o que pretendo com a idéia de desescolarizar a leitura é principalmente  introduzi-la no cotidiano, sem o estigma  de que leitura é para o mestre recurso de aprendizado, e para o aluno “coisa de escola”.

Nos anos, e não poucos, em  que tenho convivido com crianças e adolescentes na biblioteca, tenho tentado desvincular o livro, principalmente literário, da noção de dever e tarefa,mas na maioria das vezes  tenho frustradas minhas  intenções em virtude da prática e da crença de que a leitura resolve por ela mesma as deficiências de vocabulário, da sintaxe e desenvolvimento da expressão. Estou segura de que não resolve, tanto quanto estou segura de que os alunos leitores terão melhor desempenho. Contraditório? Parece.

Nesse tempo me foi dada  a oportunidade de  perceber os alunos que têm bom desempenho e,ao mesmo tempo, são leitores não foi porque  a obrigatoriedade da leitura foi “eficiente”; foi justamente porque adquiriram autonomia de escolha dos livros desde cedo.  Para  esses alunos,  o que funcionou foi  a existência e oferta  da literatura, aliada ao mecanismo de aprendizado que nada  tem a ver com o “ter que ler”.

A leitura como recurso pedagógico se constrói da necessidade de consulta de conteúdos informativos  e do treinamento em análise, síntese, reconhecimento dos discursos, gêneros e suportes de informação , e realmente é necessário que  lhes seja m apresentados e identificados,  dentro de uma programação adequada à escolaridade.

Identificados os formatos e suportes, não  necessitam necessariamente terem seus conteúdos “sabidos” ,exceto quanto  a material  de currículo obrigatório,que obviamente necessita ser lido, – podem ser apenas  folheados, e examinado  o formato de seus enunciados.

A literatura para todas as idades  e faixas  deve se situar entre essa intertextualldade, de que falaremos em seguida.

 

 



postado por Sheila G Soares às 19:03
link do post | seu comentário | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Biblioteca, essa invisível

O trabalho de organização de uma biblioteca é invisível. Desafio a quem me desmentir. Muito administrador e muito do público em geral desconhecem o quanto se despende de trabalho até um livro chegar à estante. No entanto, um bibliotecário diligente precisa ter um pouco de formiga e um pouco de cigarra. Unir esforço e arte. Essa arte se compõe de feeling no que se refere à recepção das obras pelo leitor, que vai às bibliotecas (gerais) movido por suas necessidades e impulsos.  Se há invisibilidade quanto ao esforço, não há quanto à constatação de que toda biblioteca geral, por menor que seja, compreende a memória coletiva, o que em última análise é a "biblioteca coletiva", conceito de Pierre Bayard (1) onde o acervo é formado não dos livros que todos leram, mas dos que todos conhecem. Como os contos de fada, o folclore, as biografias, os clássicos e best-sellers famosos e laureados internacionalmente. No entanto, o que fazer quanto à enorme produção de novos livros que chegam às prateleiras todos os dias, querendo se "eternizarem"? O que fazer para incorporá-los a essa memória?. Diz ainda Bayard que esquecemos o que lemos, daí a necessidade de cuidarmos de que a memória esteja disponivel. Sabemos também que na proporção de dez para um, muitos livros jamais serão lidos e jamais incorporados à biblioteca coletiva. Mas como distinguir? A maneira clássica tem sido a passagem pela crítica e pelas academias, mas nem sempre o que é apreciado na crítica e  academias é apreciado pelo público; então resta ao dedicado bibliotecário observar a "vida" do livro pelo uso na biblioteca. Só aberto em algum momento, e mesmo que apenas folheado,uma obra cai no imaginário e pode vir a ser potencialmente um título a se incorporar à biblioteca coletiva. Dessa forma, havemos de concluir que a invisibilidade é apenas um silêncio das inteligências que murmuram e que, expostos à luz do público, se farão ouvir para a posteridade.

 

(1) Pierre Bayard. Veja Por que falamos dos livros que não lemos?



postado por Sheila G Soares às 13:04
link do post | seu comentário | adicionar aos favoritos

Quem sou eu
pesquise neste blog
 
Dezembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
28
30
31


tags

todas as tags

links relacionados
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds